sexta-feira, 22 de junho de 2012

"Férias Musicais"

Iniciativa da Maradus Academy "Férias Musicais"

objectivos principais: desenvolver prazer pela prática musical; educar e estimular gosto por boa música; desenvolver competências ao nível da criatividade, audição, leitura e escrita musical. — em Lamego, Viseu.

Inscrições e informações:
966 231 309
914 194 935

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Deus da Ausência - Joaquim Sarmento

O Deus da Ausência, de Joaquim Sarmento "conta a saga de uma família fidalga do Douro, entre o fim da monarquia e os primeiros anos da República, culminando no trágico motim de Lamego de 1915.
A metáfora da ausência que recobre toda a narrativa condensa a aspiração a “o mundo mais justo e mais fraterno”.

«Senhor de uma das escritas mais poderosas da actualidade, Joaquim Sarmento tem em lançamento o seu último romance, intitulado O Deus da Ausência. Com lucidez e exigência, o autor tornou-se um caso singularíssimo no nosso panorama literário. Dotado de capacidades de observação invulgares, que a inteligência e a vivência decantaram (mas não amarguraram), o escritor afirmou, sem cedências, um espaço para si e para a sua obra.
Na linha de Vergílio Ferreira, Joaquim Sarmento continua enriquecendo, diversificando, a corrente mais genuína da grande ficção de língua portuguesa.»
Fernando Dacosta

«A escrita de Joaquim Sarmento permite-nos beneficiar do domínio da língua em todo o seu esplendor e beleza, bem como acompanhar uma narrativa apaixonante, que nos remete para a melhor ficção da cultura portuguesa.
Estamos em O Deus da Ausência diante de uma saga em que a terra se encontra naturalmente com a gente, simbolizando o Douro a Pátria confrontada com a exigência de contrariar a adversidade e a decadência.
A partir da ideia metafórica da ausência, temos o confronto permanente entre o país profundo, arreigado às tradições, e a necessidade de abertura de horizontes, de liberdade e cosmopolitismo. Quantas mudanças se anunciam, quantas resistências, quantas esperanças! O tempo detém-se e apressa-se. Uma sociedade mais justa e fraterna constrói-se com a matéria-prima do drama e da tragédia de quem cultiva o passado e de quem aspira ao futuro, de quem tem paixão e se acomoda, do compromisso e da desistência, da presença e da ausência.
É a vida em estado puro que aqui encontramos como na grande literatura» .
Guilherme de Oliveira Martins

Joaquim Sarmento nasceu em Lamego, em 17 de Janeiro de 1952. Casado e pai de três filhas, licenciou-se em Direito, tendo exercido a advocacia, durante 25 anos. Foi eleito deputado à Assembleia da República nas VII e VIII legislaturas, nas listas do PS e, no quadro da autarquia da sua terra, Presidente da Assembleia Municipal, Vice-Presidente, Vereador do Pelouro da Cultura. Em 2005, por razões de saúde, aposentou-se, passando a dedicar-se, exclusivamente, à escrita.
O seu percurso literário foi recentemente reconhecido pela Câmara Municipal de Lamego, ao atribuir-lhe o Prémio Mérito Cultural 2010 e a Medalha de Ouro da cidade.


Obras publicadas:
Fragmentos (Crónicas)- 1999; Retalhos de Silêncios-Diário de Um Deputado-2002; Amália, Uma Paixão.2004; A Memória e o Tempo e As Folhas do Limoeiro (Teatro)-2004; Fragmentos e Paixões (Crónicas)-2007; O Crime de Cerejeiro (Romance)-2008; A Revolução de António e Oriana (romance)-2009.
O Deus da Ausência é a sua última criação.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

COMEMORAÇÃO DOS 150 ANOS DE PUBLICAÇÃO DE “AMOR DE PERDIÇÃO” DE CAMILO CASTELO BRANCO EM VISEU

PROGRAMA
DIA 25 DE MAIO (SEXTA-FEIRA) - SOLAR DO DÃO


17.30 HORAS – Inauguração do Colóquio – Sessão de Abertura
17.45.h – “CAMILO E A BEIRA” – José Valle de Figueiredo
18.00h - ”UMA QUESTÃO DE TÍTULO”– António Leite da Costa
18.15h – Intervalo

18.30h – Apresentação do Vinho Dão “Amor de Perdição”, produzido pela Quinta de Cabriz

19.00h – Tertúlia moderada por Carlos Mota Cardoso, Nassalete Miranda e José Augusto Alarcão Troni  -  Apresentação do número especial de “As Artes Entre as Letras”.

19.30h – Actuação do Coro Mozart
20.00h - Encerramento

LOCAL: Solar do Vinho do Dão

DIA 26 DE MAIO (SÁBADO) - SOLAR DO DÃO
10HOO – “150 ANOS DEPOIS DO AMOR DE PERDIÇÃO” – Eduardo Sucena

10.15HORAS – “QUANDO O AMOR ERA DE PERDIÇÃO” – João Bigotte Chorão

10.30h - “AMOU,PERDEU-SE E MORREU AMANDO –O  TRÍPTICO DAS CARTAS DE SIMÃO – Isabel Ponce de Leão

10.45h – Intervalo

11H.00 - “O AMOR DE PERDIÇÃO NO TEATRO,NA MÚSICA E NO CINEMA” – Duarte Ivo Cruz

11.15h – “CAMILO, ANTÓNIO DE SENA E A SAÚDE” – Carlos Mota Cardoso

11.30h – CAMILO E OS BRASILEIROS” – José Augusto Maia Marques

12.00H – Encerramento  em Viseu e partida para Parada de Gonta (Tondela)
  Visita a Parada (terra de Tomás Ribeiro)  acompanhada por Fernando Amaral e José Valle   de Figueiredo – Evocação poética de Camilo por Filipa Duarte e Miguel Leitão

13.00h – ALMOÇO oferecido pela Junta de Freguesia e associações culturais locais. Encerramento.

2.ª Montra CEREJA da PENAJÓIA

terça-feira, 10 de abril de 2012

Daniela Teixeira - Desenho/Pintura/Ilustração/Banda Desenhada

http://www.danielateixeira.com/

desenhos

desenhos

Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro.

Este é o cartaz nacional de autoria de Yara Kono. Todos os anos a IBBY convida um escritor para escrever a mensagem e este ano foi escolhido o mexicano Francisco Hinoja:
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes. Francisco Hinojosa      (trad. Maria Carlos Loureiro)

terça-feira, 20 de março de 2012

Escola Artística de Soares dos Reis - Porto

https://www.essr.net/index.php

A actual Escola Secundária Artística de Soares dos Reis foi criada oficialmente em Janeiro de 1884, sendo designada nessa altura como Escola de Desenho Industrial de Faria de Guimarães do Bonfim. A sua actividade iniciou-se um ano mais tarde em instalações precárias de um prédio de habitação no Campo 24 de Agosto. Em 1887, surge a intenção de construir um edifício destinado à Escola que, entretanto, muda o nome para Escola Industrial Faria de Guimarães. Mas o edifício construído será entregue ao Asilo das Raparigas Abandonadas, mantendo-se a escola no antigo prédio.

Em 1917, a escola recebe ordem de despejo e como recurso para continuar as suas actividades, ocupa as antigas instalações do Liceu Alexandre Herculano, na Rua de Santo Ildefonso, onde os alunos se amontoavam nas piores condições e se aproveitava o espaço desde as águas furtadas atá às caves.

Após quatro décadas de esforços, só em 1927 é autorizada a compra de uma velha fábrica de chapéus, na Rua Firmeza, 49, onde será instalada a Escola depois de algumas obras de adaptação às novas funções. Quase trinta anos mais tarde, em 1955, inaugura-se a ampliação das instalações já adequadas ao ensino e, posteriormente, expropriam-se terrenos contíguos para alargar a Escola ao longo da Rua D. João IV. O edifício actual tem a configuração que esta época definiu.

Quanto a programas e cursos ministrados, a escola acompanha e reflecte as transformações sociais e políticas que caracterizam a sociedade portuguesa do século passado.

Nos primeiros quarenta anos o ensino dirige-se à formação da classe trabalhadora, primeiro apenas a operários e mais tarde a filhos de trabalhadores sem actividade profissional.

Faculta Cursos de Desenho Elementar e Industrial: Pintor, Decorador, Tecelão, Formador e Estucador, e ainda Cursos Complementares de Cinzelagem, Marceneiro, Gravador em Aço, Ourives, Entalhador, Pintor Decorador e Tecelão-Debuxador destinados exclusivamente ao sexo masculino. Para a população feminina foram criados os cursos de Lavores Femininos, Costureira de Roupa Branca, Bordadora-Rendeira, Modista de Chapéus e Modista de Vestidos. Um ano mais tarde é Criado o Curso de Habilitação à Escola de Belas Artes.

A partir da publicação do Estatuto do Ensino Técnico Profissional, em 1948, a Escola agora denominada Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis, passa a ministrar cursos especializados de índole artística - Pintura Decorativa, Escultura Decorativa, Cerâmica Decorativa, Mobiliário Artístico, Cinzelador, Gravador de Cobre, Bronze e Aço, e começa a desenvolver-se a área de Artes Gráficas com o curso de Desenhador Gravador Litógrafo.

Com a reforma do ensino secundário em 1972/73, introduzem-se os Cursos Gerais e Complementares de Artes Visuais, incluindo Artes dos Tecidos, Equipamento e Decoração, Artes do Fogo, Artes Gráficas e Imagem.

Após o 25 de Abril suprimem-se os Cursos Gerais que são substituídos pelo Curso Unificado de 7º, 8º e 9º anos. A escola passa a designar-se Escola Secundária de Soares dos Reis, à semelhança de todas as outras, em consequência do desaparecimento da distinção entre ensino liceal e técnico.

A publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo, em Outubro de 1986, abre a possibilidade de criação de estabelecimentos especializados, o que permite iniciar um processo que conduzirá à aprovação do Estatuto de Escola Especializada de Ensino Artístico e à elaboração de programas, projecto pedagógico, equipamentos e organização de espaços que visam a transformação da frequência para Cursos Complementares de nível secundário.

Como Escola Especializada de Ensino Artístico, a Soares dos Reis está vocacionada para o ensino e a prática das artes visuais e oferece actualmente quatro cursos artísticos especializados - Curso de Comunicação Audiovisual, Curso de Design de Comunicação, Curso de Design de Produto e Curso de Produção Artística. Estes quatro cursos, exclusivamente dirigidos para o nível de estudos secundários, decorrem em três anos -10º,11º e 12º- e funcionam em regime de frequência diurna e nocturna. Estão orientados numa dupla perspectiva: o prosseguimentos de estudos em cursos de especialização tecnológica ou de ensino superior (universitário ou politécnico) e a inserção no mundo do trabalho.

Os saberes e as aprendizagens dos alunos são orientados por uma equipa de professores com formação e preparação pedagógica específica na área das artes e por docentes de técnicas especiais nas diversas áreas tecnológicas que constituem um valioso património para a qualidade de ensino da Soares dos Reis.

Maria José Quintela - "Um olhar não basta"

Maria José Quintela - "Um olhar não basta"

segunda-feira, 19 de março de 2012

Presidente da República inaugurou Centro Escolar de Mesão Frio - ATUALIDADE - PRESIDENCIA.PT








Presidente da República inaugurou Centro Escolar de Mesão Frio
O Presidente da República visitou o município de Mesão Frio, tendo sido recebido nos Paços do Concelho e inaugurado o novo Centro Escolar local, cujas instalações percorreu, proferindo depois uma intervenção.
Na sessão de inauguração do Centro Escolar foi prestada homenagem ao autarca e professor António da Natividade, cujo nome foi dado ao novo arruamento existente nas proximidades do novo estabelecimento de ensino.

Cultura - Arte - Educação



quinta-feira, 15 de março de 2012

Colégio Salesiano de Poiares - Criar Laços...



A minha escolha, a minha escola

Recordo o momento da minha adolescência em que escolhi que queria ser professor. Como fui feliz e quanto me ajudaram alguns professores na construção e concretização desse sonho!
Concluída a minha formação, lecionei os primeiros anos em várias escolas públicas estatais.
De escola em escola, sempre fui um apaixonado por esta missão de educar. Fascinavam-me os jovens. Estar com os jovens, para além da missão de lhes transmitir a minha humilde sabedoria, constituía a possibilidade de poder partilhar vidas! Senti, desde o primeiro momento, que eu também só seria feliz assim: no meio dos jovens. Vinha cheio de iniciativa, de vontade de colocar os meus dons ao seu serviço. Sabia quão importante seria descobrir os seus talentos, para que os desenvolvessem e para que sentissem urgentemente que a escola era um espaço privilegiado capaz de os levar para um mundo grandioso, muito para além do que aparecia escrito nos manuais escolares.
Adorava passar o intervalo com os alunos, apesar das críticas de alguns “Velhos do Restelo”. Quase sempre vestido de fato e gravata, pousava a pasta na sala de professores (quando tinha tempo para isso) e ia para o recreio conversar ou jogar futebol com os alunos. Ali não havia professor e aluno. Ali estavam os amigos.
Em poucos anos, percebi que eu não estava no lugar certo. Continuava firme na minha paixão e intenção de educar os jovens, porém faltava conhecer a escola que me ajudasse a cumprir o meu sonho e me tornasse ainda mais feliz.
Nunca imaginei que a escola dos meus sonhos estivesse tão perto de mim: a apenas 20 km. de distância da minha cidade – Lamego.
Bastou um mês no Colégio Salesiano de Poiares para eu ter a certeza que tinha descoberto a escola, a casa, a família que me proporcionaria ser feliz e fazer os outros felizes. Porquê? O que tem de especial?
Tive uma educação marcadamente cristã. Uma família que me transmitiu valores e me educou na fé. Cresci ligado a um grupo de jovens, um movimento cristão, e lá fiz amizades, descobri e desenvolvi os meus talentos, vendo as minhas competências serem cada vez mais alargadas. Este parágrafo é importante para explicar o que, provavelmente, só se explica vivendo.
Retomando o primeiro mês de lecionação no Colégio, aqui encontrei a escola onde a educação se concretiza no lema “formar bons cristãos e honestos cidadãos”. Aqui “educa-se evangelizando e evangeliza-se educando”. Há um sentido, um porquê, um caminho a percorrer.
Passaram-se vários anos e hoje sou feliz, porque pude escolher.
Cada escola tem o seu projeto educativo. O Colégio Salesiano de Poiares tem um projeto de valores muito concreto, há uma identidade e um carisma. Falo de uma herança pedagógica legada pelo Pai e Mestre da juventude, S. João Bosco.
Tal como aconteceu comigo, quando cheguei a esta escola, assim vem acontecendo com muitos alunos. Por isso, já não me surpreendo quando os pais me dizem, decorridos os três primeiros meses nesta escola: “o que é que fizeram ao meu filho? Ele parece outro!”
Trabalhamos arduamente, para que chegue o dia em que possamos ouvir dos alunos e das suas famílias, terminado o seu percurso nesta escola: “foi bom ter escolhido este projeto”.
Da nossa parte ficará a certeza do dever cumprido.






In Testemunho do Diretor Pedagógico Paulo Silva


"O Homem da Nuvem Escura" foi escolhido para integrar a selecção de livros que representam Portugal na Feira do Livro de Bolonha


É com prazer que Vos informamos que o livro “O Homem da Nuvem Escura”, texto de Inês Vinagre (Prémio Jovens Criadores, Prémio Ferreira de Castro), com ilustrações de Sebastião Peixoto (capa em anexo) foi escolhido para integrar a selecção de livros que representam Portugal (país convidado) na Feira do Livro de Bolonha, o maior certame do Mundo no género.
             
A 1ª edição de “O Homem da Nuvem Escura” esgotou em três meses, constituindo um êxito editorial notável, estando a 2ª. perto de esgotar, estando já prevista uma reedição.

Este livro é aconselhado pela “Casa da Leitura”.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Um chá não toma um Xá...




O livro “Um chá não toma um Xá…”, de Sérgio Guimarães de Sousa, com ilustrações de Ângela Vieira mereceu uma referência positiva no último número do “JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias”.

A Opera Omnia é uma Editora consciente de que a Cultura é um organismo vivo, logo plural e em constante evolução, procurando consequentemente trazer para a edição autores da actualidade que entenda como produtores que se enquadram na sua filosofia, que é uma filosofia de abertura perante as diversas leituras do Homem e do Mundo. É assim que inclui no seu catálogo autores, obras e géneros muito dissemelhantes, num arco que vai da literatura infanto-juvenil ao ensaísmo, passando pela ficção, pela poesia, pelo património e pelos álbuns ilustrados, não esquecendo ainda, nas diversas disciplinas, a tradução.
A Opera Omnia procura ainda revalorizar para a actualidade editorial todo um acervo de autores e de obras que, inexplicavelmente, vêm sendo alienados.




Centro Municipal de Marcha e Corrida de Lamego



18 de Março - Percurso Pedestre Rota das Aldeias Perdidas
25 de Março - Percurso Pedestre Rota das Cerejeiras em Flor
26 de Março - Convida a Caminhar na Freguesia de Figueira
31 de Março - Peddy Papper - Roteiro às Adegas

Centro Municipal de Marcha e Corrida de Lamego
http://www.cml-marchacorrida.org/


terça-feira, 13 de março de 2012

Magueija, uma aldeia beirã do fim do século XIX a meados do século XX.


Autor:
Título:
Publicação:
[S.l. : s.n.]
Nº do Depósito Legal:
PT|316425/10
Assuntos:
CDU:
Cota:
0-9-13 BMC 605712
Tipo de documento:
Texto impresso
País de publicação:
Portugal

Outro(s) autor(es) :


Livro sobre o passado de Magueija
Uma aldeia beirã do fim do século XIX a meados do século XX.
Subsídios para a fixação da memória da freguesia.

sábado, 3 de março de 2012

Corino de Andrade


Ao Prof. Corino de Andrade
Perguntei: - «Quando morre um seu amigo,
que lembra dele nos primeiros dias?»
Fixou bem os meus olhos
E respondeu-me sem hesitação
numa palavra súbita: - «CONVIVO». Armando Pinheiro

Mário Corino da Costa Andrade, uma das figuras cimeiras da neurologia portuguesa do séc. XX faleceu dia 16 de Junho de 2005. O seu estro, as suas descobertas, a sua excelência de vida e obra mereceram divulgação a nível mundial. Considerado como um dos mais destacados neurologistas portugueses, foi o primeiro investigador a identificar e a tipificar cientificamente a paramilóidose (chamada Polineuropatia Amiloidótica Familiar) e um dos principais impulsionadores da criação do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS). O funeral do investigador teve lugar dia 18 de Junho 2005, saindo às 11h30 do ICBAS para o Cemitério do Prado do Repouso - Porto, onde foi cremado. Tinha completado 99 anos no dia 10 de Junho de 2005. Recordamos hoje, com eterna saudade, um grande cientista que, para além de ter centrado a sua actividade na área da neurologia, foi também um apreciador de cultura, arte e educação. Quem com ele conviveu sabe que a sua dimensão humana de espaço e valores sempre o acompanharam, assim como o seu espírito exigente e insaciável do conhecimento. Como um cidadão de reconhecida intervenção cívica não escapou à polícia política (PIDE) do Estado Novo, que lhe moveu perseguições, no início da década de 1950, pelas suas convicções democráticas. Corino de Andrade foi um homem de profundas reflexões, registou alguns pensamentos humanistas que nos ajudam a olhar a vida de uma forma interrogativa: «Sempre tive a preocupação de procurar sonhar mas, ao mesmo tempo, reduzir o sonho à sua exequibilidade», «A saúde pública é um capital da Nação, que esta tem o dever de vigiar e auxiliar com o mesmo carinho e zelo com que protege todas as suas outras riquezas. A saúde dos povos interessa às nações, pois sem os homens fortes de alma e corpo estas não podem suportar os esforços que a história lhes impõe», «Sempre me interessou o conhecimento e a colaboração com os outros. Conhecimento e solidariedade são os dois vectores máximos da minha vida» Corino de Andrade.
A sua actividade científica mereceu várias distinções no percurso da sua vida, entre as quais o Grau de Grande Oficial de Santiago de Espada (1979), a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (1990), o Grande Prémio Fundação Oriente de Ciência e, em 2000, o Prémio Excelência de Uma Vida e Obra da Fundação Glaxo Wellcome. Homenageado e condecorado pela Presidência da República, Corino de Andrade, médico-cientista-neurologista, sempre foi um homem simples, com uma enorme grandeza - a sua alma. Considerado Personalidade da Ciência do Porto Capital da Cultura 2001, apresentou-se sempre como um homem convicto da sua missão. Em 2002, numa primeira edição promovida pela Fundação GlaxoSmithKline das Ciências de Saúde, foi apresentada a obra “Corino Andrade: Excelência de uma Vida e Obra”, de autoria da jornalista Maria Augusta Silva. Muitos foram os vultos da cultura e da ciência que com ele comungaram o saber e o conhecimento. Como um Homem de temperamento decidido e pertinaz ficará para a posteridade a tenacidade e o altruísmo do seu carácter. (pesquisa)

hojeacontecexxi@gmail.com