quarta-feira, 14 de maio de 2014

Apresentação de ESSÊNCIAS no teatro Ribeiro Conceição, em Lamego

Apresentação de ESSÊNCIAS no teatro Ribeiro Conceição, em Lamego

Decorreu no dia 10 de maio no teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, mais uma apresentação do livro "Essências", uma obra das Edições Esgotadas que consta de poemas de Acácio Pinto e de fotografias de Margarida Martins, tendo o prefácio a assinatura de Francisco Assis.
Aurelino Costa, poeta e consagrado "diseur", com vasta obra publicada em livro e cd/vídeo, também se associou a esta edição de "Essências" com um texto na contra-capa.
A muito aplaudida apresentação, detalhada e bem circunstanciada, esteve por conta de Cristina Correia, amiga do autor, mulher de cultura e da cultura, poeta e com vasta publicação na comunicação social e na blogosfera. 'Dissecou' o livro, de uma ponta à outra, leu vários poemas e fez contrapontos com diversos autores, Gonçalo Tavares, Italo Calvino e José Luís Peixoto.
Por parte da câmara municipal de Lamego interveio a vereadora da cultura, Marina Valle, que deu as boas vindas a todas e deixou bem expressa aquela que é a política da autarquia neste âmbito, disponibilizar os espaços municipais para a realização de eventos culturais, como foi o caso.
A encerrar usou da palavra o autor, Acácio Pinto, que para além dos agradecimentos, partilhou com os presentes o texto "sobre a origem da poesia" e que, abaixo, se transcreve.
Teresa Adão, das Edições Esgotadas, tinha logo no início enquadrado o evento para marcar o ritmo da sessão, anunciando que, esgotada que estava a primeira edição, nesta sessão se iria iniciar a venda da 2ª edição de "Essências".
Após as intervenções da mesa passou-se a palavra à plateia para as considerações e perguntas que houvessem por oportunas e, bem assim, foi efetuada a leitura de poemas, do livro, por várias pessoas presentes.

TEXTO de Acácio Pinto: SOBRE A ORIGEM DA POESIA
«Aqui viemos hoje para falar sobre e de um livro que se designa livro de poesia e ainda por cima com o título “Essências”.
Se desde logo pela poesia e pela linguagem poética muitos há que entendem estar perante uma linguagem hermética e inatingível, também o título essências poderá acabar por remeter tantos outros para o núcleo central da origem das coisas e, igualmente, para uma certa intangibilidade.
Mas vamos então à poesia e ao livro. Desde já, será que este livro se designa de poesia pela linguagem utilizada? Pelo seu conteúdo? Porque é escrito por alguém que se acha poeta? Ou, já agora, será que alguém é poeta porque usa a linguagem da poesia?
E aqui chegados estamos colocados perante o principal problema com que tantos investigadores, filósofos, homens e mulheres das artes e das letras se confrontam há tantos e tantos anos. Há séculos.
Que é: Afinal de onde vem a poesia? Qual a sua origem?
Mas estas e tantas outras questões conexas, parecendo tão complexas, terão, forçosamente, que ter respostas bem simples.
E as respostas simples são sempre aquelas que traduzem a verdade. E se traduzem a verdade, só podem utilizar uma linguagem, a linguagem da verdade. A linguagem da poesia: uma linguagem una, uma linguagem que efetue a fusão entre o significante e o significado.
É que, nesta nossa perspetiva, nesta nossa visão, só através da poesia se persegue e ascende à expressão comunicacional mais forte, porque mais elementar. Mais simples, portanto.
A poesia tem que estar sempre, então, na senda de um retorno ao tempo em que a relação íntegra e íntima entre o nome e a coisa, entre os signos e os objetos, entre os significantes e os significados, era uma e a mesma coisa. Ao tempo em que não necessitávamos de elementos de ligação, elementos externos para nos direcionarem. Todo o processo era interno, era um todo.
Exemplificando, em vez de se dizer “o homem É bom”, nessa linguagem, dizia-se “homem bom”; em vez de “o céu É azul” dizia-se “céu azul”; e em vez de “o mar É salgado” dizia-se “mar salgado”.
Através da poesia, portanto, procura-se um regresso àquele tempo em que as duas dimensões ainda se não haviam cindido e em que os elementos de ligação, neste caso o verbo ser, ainda não haviam sido inventados pelas derivas multi comunicacionais do exercício do poder e da vida esquiva.
E é por isso que, mais do que a poesia que hoje fazemos e que no futuro faremos, tudo não é mais do que, só e sempre, uma busca da intimidade maior que nasce nas fontes primeiras e que brota de dentro de cada eu poético. A poesia é essa deriva. Esse caminho. Esse Sísifo constantemente carregado, encosta acima, com essa grande pedra e que, tantas vezes, quando está a aproximar-se desse cume mais alvo, eis que ela se solta e regressa ao sopé. À base, ao sopé para um novo início.
E cada eu poético, cada um dos poetas, e aqui estão tantos, direi todos os que aqui estão, nessa busca incessante dessa linguagem una desse “corpus” primacial, nos parece e surge, então, como um fingidor “Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente”, como nos diz Fernando Pessoa na autopsicografia.
Mas é um fingidor ou um captador dessoutra realidade a que ele acedeu? Ou quer aceder? Finge ou revela a verdade captada pelo seu olhar de poeta?
Socorro-me de Rainer Maria Rilke, um poeta do séc. XIX, nascido em Praga, mas de quem se dizia que a sua verdadeira pátria era a poesia, uma pátria sem fronteiras, quando afirmava que “nenhuma profissão tem as dimensões necessárias às grandes coisas de que a verdadeira vida é feita”. E isto para quê? Para corroborar a tese de que é através da poesia, das dimensões artísticas que se acede a essa dimensão nuclear, à origem das coisas. Não através de qualquer desempenho de uma profissão, enquanto tal, enquanto tarefa mecânica e mecanizada. Sem a internalidade do ato de fazer.
E socorro-me de Rilke, portanto, para se perceber que não há bisturi, ou pipeta, nem bússola ou quadrante, não há técnica ou instrumento para aceder à origem da poesia.
Ela flui, salta, ela possui o poeta, o ser, carregada dos seus sons e palavras que este deixa escorrer até ao poema corpo, poema estrada, poema dor, poema fado, poema amor… até ao poema verdade.
E eis pois aí, aqui, o desiderato de todas essas fases que eu não conheço, de todas as químicas cujas fórmulas me/nos são insondáveis.
Eis o resultado dessa alquimia que vos oferto, essências de que me liberto, mas de que não estou certo que vos levem a minha verdade, a verdade que me tomou em cada momento de escrita… antes passará a ser a vossa verdade, a verdade diferente, mas a verdade de cada um que ler esta poesia que mais não é do que a projeção do vosso olhar sobre cada uma e cada de um vós.
Minha só foi no momento criativo, que morto está há muito.
Não sei se vos falei da origem da poesia, mas enquanto discorremos sobre isso estivemos lá, na origem, cada um bebeu na sua fonte primeira.
Não será essa a origem da poesia?
Acácio Pinto

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Apresentação de ESSÊNCIAS | Teatro Ribeiro Conceição | Lamego | 10 maio | 16 h. Livro de poesia de Acácio Pinto.



CONVITE

Apresentação de ESSÊNCIAS | Teatro Ribeiro Conceição | Lamego | 10 maio | 16 h. 

Livro de poesia de Acácio Pinto.

Estão tod@s convidad@s

No dia 10 de maio, pelas 16 horas, vai decorrer em Lamego, no teatro Ribeiro Conceição, a apresentação do livro de poesia de Acácio Pinto, ESSÊNCIAS, uma edição das Edições Esgotadas.

Principais detalhes:
Título - ESSÊNCIAS
Autor - Acácio Pinto (poemas) | Margarida Martins (fotos)
Prefácio - Francisco Assis
Editora - Edições Esgotadas
Páginas - 72
Apresentação por - Cristina Correia


Estão tod@s convidad@s

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

“Pertence à Água a Escolha dos Náufragos” Maria José Quintela



«...
não é nada. é só uma súbita isquémia a apagar a
memória das coisas não importantes. porque a vida
também é encenação e as boas intenções não são
exclusivas do inferno.
quando a cegueira for vidência e a verdade uma
missão talvez emerja o contorno da virtude que não é
representável. entretanto e entre uns e outros salva-se
o silêncio dos inocentes. mais tarde corrigem-se os
ângulos do erro. mesmo que seja tarde.
não é nada. é só um pensamento líquido na margem
do esquecimento. como se a morte já tivesse começado
a expropriar-nos.
...» Maria José Quintela

«...
acredito no amor sem adjectivos e na flor que não
promete a eternidade. no rasto dos anjos e dos
pássaros do sul. nos eclipses e nas searas de trigo.
acredito em ti e não acredito no tempo. nem nas poses
ostensivas dos falsos profetas que nos ignoram para
nos diminuir. adivinho-lhes o trejeito calculado no
conforto do disfarce.
e no entanto tudo é tão pouco e tão breve. e nem a pele
é resgate.
falta-me o entendimento dos videntes. que a mais
tenho a evidência do chão.
...» Maria José Quintela

«...
dentro do texto não se desfazem os nós nem se
sangram os segredos.
escava-se até à raiz e prova-se o sabor da terra.
antes do texto é preciso morrer por dentro.
...» Maria José Quintela



Maria José Quintela



O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lamego  foi, a 8 de fevereiro último, o palco escolhido para a apresentação pública do livro Pertence à água a escolha dos náufragos, da autoria de Maria José Quintela e edição da Chiado Editora.
Natural de Vila Real, onde nasceu em 1955, Maria José Quintela reside em Lamego, desde 1959. Licenciada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de S. João no Porto, exerce atualmente funções na unidade hospitalar de Lamego, do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, com a categoria profissional de Enfermeira Supervisora.
Em 2000, publicou o livro de poesia Vozes e Ecos (edição de autor), em 2006 o romance Um Olhar Não Basta (Publicações Penaperfeita) e em 2007 O mundo é irreal mas não me importa (Garça Editores).
Para além de trabalhos dispersos em publicações periódicas, participou também em diversas antologias: Quando o Além me Chamar, Vozes do Douro, Palavras que o Douro Tece e Entre o Sono e o Sonho.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A MAGIA DAS CHAVES - Desafio ao Conto


A MAGIA DAS CHAVES
6 de Setembro de 2013 (sexta-feira), pelas 21,30 horas
PALACETE DOS VISCONDES DE BALSEMÃO
Praça Carlos Alberto, 71 - Porto 

Apresentação da antologia de contos A MAGIA DAS CHAVES, editada pelas Edições Vieira da Silva, que reúne 42 autores portugueses e brasileiros, cujos direitos de autor revertem a favor da ACREDITAR - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro..

A apresentação crítica da obra estará a cargo da jornalista Eduarda Maio. O evento será musicalmente abrilhantado com a actuação do Coro dos Pais dos Alunos do Conservatório de Música do Porto.

UMA GRANDE EQUIPA NUM PROJECTO COLECTIVO
Não há Cultura sem afectos!

COORDENADORES:
Maria Isabel Loureiro
Alice Mano-Carbonnier
José Carlos Pereira

REVISORAS:
Luz Curvo Dias
Cristina Silveira Carvalho

AUTORES
42 autores (portugueses e brasileiros):
Lista dos autores por ordem alfabética e respetivos contos

1 – Adriana Teixeira Gomes…O Poder.... BRASIL
2 – Albertina Fernandes…O Silêncio do Invisível
3 – Alexandre Acampora....Metamorfose...BRASIL
4 – Alexandre Sandrieu…A última Carta de Amor
5 – Alice Mano-Carbonnier…Era uma vez uma Chave
6 – André Lamas Leite…O Dândi Imortal
7 – António MR Martins…Chave Perdida
8 – Beatriz Pacheco Pereira…Vai e Volta
9 – Bruno Resende Ramos...A chave 45... BRASIL
10 – Cristina Correia…….A Avozinha Eva
11 – Cristina Malhão-Pereira….Mafalda de Loutulim
12 – Cristina Silveira Carvalho…....É de repente que as coisas grandes acontecem
13 – Dalila Moura Baião……….Entre o Vento e o Mar
14 – Egídio Neto....A Bailarina e o Soldado BRASIL
15 – Elvira Cristina Silva……As Mãos Certas para Abrir a Porta
16 - Filipa Vera Jardim.....Sete Chaves no lugar do teu coração
17 – Helena Osório…Cem Chaves para abrir o Coração
18 – Isabel Rodrigues……….A Chave da Esperança
19 – Joaquim Sarmento…A Chave do Cofre da Lia
20 – José Alberto Sá…….Uma Porta Aberta
21 – José Carlos Pereira…….Carta para Ofélia
22 – Joubert Amaral……As Chaves BRASIL
23 – Libânia Madureira………Chave do Ser
24 – Lucas Figueiredo Silveira……Chave Bendita BRASIL
25 – Luís Ferreira………O Livro Mágico
26 – Luisa Garbazza………A Chave do Passado BRASIL
27 – Luz Curvo Dias…………Retalhos de Mim
28 – Maria do Céu Neves……Demorou a Chegar
29 – Maria Isabel de Mendonça Soares……Aquela Chave
30 – Maria Isabel Loureiro……Vidas Desencontradas
31 – Maria João Gonçalves…A Matança do Porco Cilíndrico
32 – Maria João Saraiva de Menezes…A Auxiliar
33 - Maria Mamede………Carta ao Tonico
34 – Nilce Coutinho Guerra……Sonho de um caipira BRASIL
35 – Paula Teixeira de Queiroz…...A chave da paciência..
36 – Paulo Jorge Almeida …Fechar a porta à chave
37 – Pedro Jardim….A Chave da Existência
38 – Rosa Alice Branco………O Número Perfeito
39 – Sofia Ribeiro Fernandes….A Chave Mestra
40 – Teresa Almeida………Viragem
41 – Thaís Amado……Uma Chave e Três Vidas BRASIL
42 – Wilson de Carvalho Costa………A Chave do Coração BRASIL







A MAGIA DAS CHAVES - Desafio ao Conto


A MAGIA DAS CHAVES

COORDENADORES:

Maria Isabel Loureiro

Alice Mano-Carbonnier

José Carlos Pereira
 No Porto: A MAGIA DAS CHAVES (antologia) - apresentação





Conhecimento e solidariedade

«Sempre me interessou o conhecimento e a colaboração com os outros. Conhecimento e solidariedade são os dois vectores máximos da minha vida» Corino de Andrade.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Quinto Império no Teatro Ribeiro Conceição - Lamego


Quinto Império 

19.07.2013
Quinto Império no Teatro Ribeiro Conceição - Lamego
Quinto Império
Quinto Império no Teatro Ribeiro Conceição - Lamego
Quinto Império
Quinto Império no Teatro Ribeiro Conceição - Lamego
Quinto Império
Quinto Império no Teatro Ribeiro Conceição - Lamego
Quinto Império
Quinto Império 






Quinto Império
Missão
Desenvolver prazer pela prática musical, instrumental e corporal;

Desenvolver competências ao nível da criatividade, audição, leitura e escrita 


musical;

Educar e incentivar o gosto pela "boa música".
Descrição
Um espaço completamente remodelado para o fim do Ensino da Música.

Com professores creditados e com formação.



“Um conselho aos jovens: jovens, não escolham o trabalho tendo por base o que serve hoje para o mercado ou a partir daquilo que vos levaria a ganhar mais. Segue a tua vocação. O melhor conselho a um jovem para escolher um curso: segue a tua paixão e fá-lo bem. Se o fazes bem, o trabalho inventá-lo-ás tu. Não há coisa mais inteligente do que esta” - LBruni. (Prof. Luigino Bruni)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Concerto Quinto Império - Teatro Ribeiro Conceição - Lamego - Sexta, 19 de julho de 2013 - 21:00

Concerto Quinto Império - Teatro Ribeiro Conceição - Lamego -
Sexta, 19 de julho de 2013 - 21:00

Teatro Ribeiro Conceição - Lamego


Concerto Quinto Império
Público · De Quinto Império
Sexta, 19 de julho de 2013
  • 21:00

  • Lamego
  • Depois de um ano de trabalho jovens incluídos no Quinto Império fazem um concerto com duração aproximada de 90min no Teatro Ribeiro Conceição - preço único de 3,5€

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    Quinto Império
    Quinto Império
    
    Quinto Império
    Concerto Quinto Império
    Público · De Quinto Império
     
    Sexta, 19 de julho de 2013
  • 21:00

  • Lamego
  • Depois de um ano de trabalho jovens incluídos no Quinto Império fazem um concerto com duração aproximada de 90min no Teatro Ribeiro Conceição - preço único de 3,5€
     

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    Concerto Quinto Império
    Público · De Quinto Império
     

    Sexta, 19 de julho de 2013
  • 21:00

  • Lamego
  • Depois de um ano de trabalho jovens incluídos no Quinto Império fazem um concerto com duração aproximada de 90min no Teatro Ribeiro Conceição - preço único de 3,5€

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